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Dízimo: O que é

O termo “dízimo” vem do latim e significa “a décima parte” do salário (ou do rendimento). Dar o dízimo é, tendo dividido o salário em dez partes iguais, oferecer uma dessas partes.
Nos, cristãos, chamamos de dízimo a contribuição que entregamos mensalmente com o objetivo de sustentar as atividades pastorais e organizacionais da comunidade de que fazemos parte.
O dízimo não é uma “taxa” paga para poder participar da comunidade. Também não é um “imposto”, nem uma “mensalidade” ou “tarifa” sem a qual o cristão é deixado à mensagem da vida da comunidade. Ele é, antes, uma contribuição, uma partilha livre e consciente, dada de coração e oferecida com sinceridade e generosidade.
O cristão não deixa de ser cristão se não contribui com o dízimo. Todos são convidados a participar, a ser co-responsáveis, e não coagidos ou obrigados.
Quando oferecido por força de uma lei - diocesana ou paroquial -, ou sob ameaça - seja ela de que espécie for -, o dízimo perde a sua razão de ser e a sua finalidade, e passa a ser um mero pagamento que faz da fé uma mercadoria, e da Igreja um clube ou associação. A Igreja não é, com certeza, nem uma coisa nem outra. Ela é comunidade, é uma comunhão de pessoas que assume responsavelmente o compromisso de tudo o que diz respeito a ela.
Assim, cada cristão torna-se co-responsável (= responsável com o demais). Não contribuir com o dízimo é não somar forças, é deixar para os outros o que é missão de todos, é sobrecarregar os outros enquanto se fica de fora, apenas olhando (quando não criticando).